domingo, 9 de maio de 2010

Uma história de borboletas...e muito mais!

Já na recta final do nosso projecto "As Borboletas", estas ainda vão dando muito que falar!
A história veio de casa de um dos meninos. Encontra-se no blogue Horizontes, junto com muitas outras.

Uma história de borboletas

I
Era uma vez um caçador de borboletas.
O caçador de borboletas usava uns calções muito largos, uma camisa cheia de ramagens, toda às flores e um boné ridículo, com um botão no alto e uma pala comprida, por causa do sol.
Usava também uma rede, pendurada num cabo de madeira, que era uma espécie de espingarda, embora não fizesse pum!, porque não dava tiros. Com essa rede, que a mãe lhe dera quando fizera anos, há muito tempo, é que ele corria atrás das borboletas.
Ia para o bosque, via uma borboleta e desatava a correr:
― Olha uma borboleta, que asas tão lindas, vou apanhá-la para a minha colecção.
Tropeçava nas pedras, enrolava-se nas sebes, esfolava os joelhos, mas a borboleta poisava e ele acabava por conseguir apanhá-la.
Quando isso acontecia, o caçador de borboletas, que já tinha feito 50 anos mas continuava solteiro, entrava em casa a gritar:
― Mamã, mamã, apanhei uma borboleta para a minha colecção. Viva! Viva! Eu sou um grande caçador…
E a mamã, que já tinha feito 70 anos, dizia, toda contente:
― O meu filho apanhou uma borboleta muito bonita. Viva ele, que é um grande caçador…
E, então, o caçador de borboletas, que como todos os outros caçadores já tinha morto a caça, pegava na borboleta e metia-a dentro de um livro, para ela ficar muito sequinha. Depois ia pô-la em exposição numa caixa de vidro que tinha na parede, onde já estavam muitas borboletas mortas que tinha caçado em vezes anteriores.
Quando os amigos iam lá a casa, mostrava-lhes a colecção. Tinha só um problema: as borboletas não voavam. Toda a gente sabe que as borboletas só são bonitas quando estão vivas, a voar, com asas todas coloridas.
E um dia (quando um amigo disse: ― As tuas borboletas não parecem borboletas. Nem voam nem nada) o caçador de borboletas ficou muito zangado. E disse:
― Mamã, vou pôr o António na rua, ele é um mal-educado e não percebe nada de borboletas…
II
Ora noutro país vivia um pintor de borboletas.
O pintor de borboletas vestia uma camisa vulgar, azul-claro, e umas calças de ganga, a que se costuma chamar jeans.
Não tinha boné, nem uma rede pendurada num cabo de madeira, mas ia, também, para o bos­que. Chegava, sentava-se e ficava a ver as borboletas que poisavam nas sebes e nas flores. Então, em vez de procurar apanhá-las, parava a desenhá-las num papel branco que levava, com lápis de cera de muitas e garridas cores.
Este desenhador de borboletas era muito novo: tinha só 15 anos. Quando chegava a casa dizia à mãe, que era uma senhora jovem e bonita:
― Olha, pintei mais uma borboleta.
E a mãe dizia:
― Que bonita! ― e ficavam os dois muito contentes. E as borboletas continuavam a voar no bos­que, não tinham morrido nem iam secar as asas para dentro de livros tão velhos e tão estranhos que já ninguém era capaz de os ler.
Quando os amigos iam lá a casa, diziam:
― Que desenhos tão bonitos tu fazes. Que lindas borboletas.
E ele dizia:
― Mãe, dá mais refresco ao João.
E não punha ninguém na rua.

III
Ora um dia o caçador de borboletas chegou a casa muito aborrecido: não tinha caçado nenhuma borboleta.
― Mamã, hoje não cacei nada ― disse ele.
Mas a mamã não respondia e o caçador resolveu passar a ser jogador de cartas. Mas não teve sorte, porque ninguém queria jogar com ele.
IV
No mesmo dia em que o caçador de borboletas chegou pela primeira vez a casa sem ter caçado nenhuma borboleta, o pintor de borboletas voltou do bosque cheio de desenhos.
― Olha, mãe, tantas borboletas bonitas ― disse ele.
Tempos mais tarde, já mais crescido, o pintor de borboletas ganhou um prémio numa exposição, com um quadro cheio de borboletas belas e raras.
Só teve pena de não conseguir vendê-lo, mas quando ia entregar a pintura ao comprador o qua­dro desfez-se e as borboletas desataram todas a voar.

Mário Contumélias
Uma Mão Cheia de Histórias (adaptado)
Lisboa, Ed. Verbo, 1985

Nós queremos ser como o pintor de borboletas!
Ficamos a conhecer alguns quadros com belíssimas pinturas das mesmas.
Começamos com um quadro muito conhecido de Salvador Dali,

 depois as borboletas coloridas de Juderm.
Seguiu-se esta aguarela de Jeff Ward,
  e um acrilico de Donray.

 Franciso Grippa reuniu os votos do quadro "que mais gostamos".
(Visualisamos outras imagens mas como não consegui os devidos créditos, apenas coloquei aqui estas.)
Quisemos ser pintores de borboletas...fizemos magia, não acreditam?
Ora vejam...
Uma folha de papel vincada ao meio, o jornal protege uma  metade dos salpicos...

Na parte central deixamos pingar gotas de tinta, alternaram-se as cores...

 a seguir uns salpicos mais energéticos...
mais e mais...muitas cores...
Dobrar a folha de papel e esfregar bem...
Agora ...abrir, lentamente...
Ah!!!!
caracterizar, alguns detalhes...olhos...
Ena!!!
Que magia!
Olhem só que lindas as nossas pinturas de borobletas!
Divertimo-nos imenso a fazê-las, se pudessem ver as carinhas de surpresa e alegria!!!
Mostramos também as outras borboletas, as fantoche de dedo, que estão agora no placar, que tal?
A nossa sala explode de tanta cor...mas o melhor vem sempre no fim!
Esperem para ver...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Partilhar com os amigos.

Os nossos colegas do Jardim-de-infância de Lovelhe também estão a criar bichos da seda, só que no passado fim-de-semana os seus bichinhos foram atacados pelas formigas e não restou nem um sequer! Claro que ficaram muito tristes!
A educadora Henriqueta procurou ajuda e nós ficamos radiantes em poder partilhar com os amigos algumas das nossas lagartas.
Primeiro decoramos uma caixa de sapatos, sim não podiam viajar de qualquer maneira e queriamos que a surpresa fosse bem bonita.
Tinhamos muitas imagens de flores e algumas borboletas estampadas que nos sobraram do nosso livro.
Recortamos e colamos na caixa...
Mesmo com um dedo magoado o Alberto quis colaborar e esforçou-se por recortar.
A caixinha ficou com este aspecto!
Depois colocamos as lagartinas, gostamos de as sentir passear na nossa mão... faz cocegas!
Os nossoa amigos agradeceram enviando-nos um lindo cestinho com ovinhos...de chocolate!

Ficamos com a boca doce e o caração feliz. Partilhar é muito bom!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dia da Mãe.

Domingo é "Dia da Mãe". Andamos toda a semana a preparar a surpresa, que por ser surpresa só agora pode ser revelada!
Acompanhamos tudo com algumas histórias, dedicadas à mãe!
Destacamos as que mais gostamos...




São todos estupendos!
Também vimos este filme e aprendemos a canção do André Sardet             Adivinha quanto gosto de ti.


 A prendinha...



Dentro destas caixinhas colocamos um desenho "a mãe e eu", com uma frase..."gosto de ti até..."!
Queremos desta forma mostrar às mães o quanto as amamos todos os dias e levar para casa um pouco de Primavera. Esperamos que gostem!

Olhas as boboletas!

Hoje estivemos a confeccionar umas borboletas que também podem ser um fantoche de dedo!
Usamos uns rolos de cartão pequeninos que nos chegaram de uma fábrica de confecções há anos atrás. "Gaurda o que não presta e...tens o que te faz falta"!
A ideia "roubamos" à D. Eugénia que tinha umas identicas na Maia .
Pintamos os rolinhos da a cor que escolhemos.
Contornou-se um molde e recotaramos as asas e a cabeça.
Decorou-se com quadradinhos coloridos de madeira.
As primeiras a ficarem prontas...
A Catarina, conseguiu reproduzir a simetria das cores nas asas!
Ainda com a cola sem secar, mas que tanta vontade de brincar!

As "Maias".

No distrito de Viana do Castelo, nesta época do ano, as giestas são abundantes e florescem em majestosas manchas de amarelo garrido.
Manda a tradição que na tarde do 30 de Abril se colha a giesta (também apelidada de “Maio” por florir nesta altura) e depois se coloque nas portas e janelas. Fica assim a casa desprotegida à tentativa de entrada pelo "diabo".
Nesta zona para além do raminho de giesta também é tradicional fazerem-se belíssimas coroas de flores, cujo aro é confeccionado com a giesta e profusamente decorado com flores de vivas cores.
Embora a tradição já não seja o que era ainda há muitos que a seguem, principalmente nas aldeias.
Existem diversas lendas associadas a esta tradição, umas de cariz folclórico e pagão, outras de índole religioso. Se quiserem ficar a conhecer um pouco mais sobre este costume podem ver consultar aqui e ainda aqui.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira todos os anos organiza uma exposição que conta com a participação das escolas, entre outras entidades.
Os trabalhos foram entregues hoje.
Este ano, decidimos apelar à colaboração dos pais e construir um painel com todas as “Maias”. Criatividade não faltou, as flores são feitas com os mais variados materias (meias, tecido, crochet de trapo, papel, etc.). Pedimos que não usassem naturais porque precisam manter-se bonitas todo o tempo que durar a exposição, ou seja uma semana!
O resultado final foi exuberante!
Ontem, quando já tudo estava quase pronto, um dos meninos resolveu “regar” as flores!!!
O painel teve que ser todo refeito porque água e papel crepe não são bons companheiros! Foram assim "por água abaixo" umas "horinhas" de trabalho, o fundo que era amarelinho está agora branco.

(Para verem o nome dos meninos é preciso clicar na imagem)
Obrigada a todos os pais, às auxiliares Anjos e Eugénia, ao pai da Sara que nos arranjou o cartão de serviu de base ao painel, e ainda à avó da Catarina, a D. Ana, que nos trouxe a giesta cobertinha de flores.
A foto do resultado final está cortada na apresentação de slides, fica aqui inteirinha.
Se passarem por Vila Nova de Cerveira a partir de amanhã à tardinha, não deixem de passear pela zona centro, apreciem as fachadas dos edifícios cobertas de maravilhosas “Maias”. No cláustro do edifício do Solar dos Castros estarão expostas as Maias que as escolas fizeram, a diversidade e criatividade é sempre enorme.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Aprendendo a observar.

o projecto das borboletas vai andando...ao sabor dos dias e do tempo, que por mais que se queira não estica. Às vezes temos umas fadinhas amigas que nos dão uma mãozinha...uma estava certamente atenta e mandou-nos uma borboleta cor-de-laranja, há já uns dias!
Tinha perdido a capacidade de voar e com mil cuidados colocou-se na lupa fechada para ser observada.
Com esta lupa podemos observar seres vivos sem os magoarmos, tem duas lentes em posições diferentes.
Nesta foto a borboleta sorriu para a máquina fotográfica e disse olá! Os círculos pretos que se veem nas asas imitam olhos grandes e destinam-se a assustar os predadores.
Já conhecemos muitos aspectos da anatomia das borboletas...está tudo registado no nosso livro!
Hoje a dita fadinha ajudou-nos novamente... na casa da Tânia apareceu uma borboleta nocturna...sim, sim das que voam e se alimentam de noite! São diferentes das diurnas em alguns aspectos, já tinhamos visto nos livros e nas pesquisas que vieram de casa, agora pudemos observar de perto...
São menos coloridas, mais peludas, quando poisadas as asas ficam numa posição diferente!
Em muitos outros aspectos são identicas às diúrnas.
Ambas foram devolvidas ao seu ambiente, claro.
Estamos mortinhos por vos mostrar o nosso trabalho! Só falta mais um bocadinho.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As Borboletas!

Não se fala de outra coisa... lagartas, borboletas, o entusiasmo é grande...e o tempo tão escasso!
Vem ai o a época de fazer as "Maias" (coroa feita com giesta e decorada com flores) , dia 30/04/10 tem que estar pronta para a exposição que a Câmara Municipal organiza anualmente.
O "Dia da Mãe" está a bater à porta...temos que preparar uma surpresa para as mães... e mais "um cento" de actividades que surgem de todos os lados! Rimou e é verdade, mas só de pensar até sinto falta de ar!!!
Andamos a todo a gás, porque queremos muito fazer o nosso livro!
As páginas foram cozidas, vimos nos da nossa biblioteca que as folhas estavam presas com linhas, assim se fazem os livros a sério!
Já tem título, foi fácil..."As Borboletas".
Chegaram mais materias de pesquisas de casa. Q Alberto e a Débora trouxeram novas imagens e dados!
Começamos por registar os locais onde as borboletas gostam de morar...quase em todo o lado onde possam encontar árvores, folhas, frutos e flores.
Temos recortado muitas imagens...
Organizados materiais...
O livro da Catarina ajudou bastante na organização das diferentes páginas por assuntos...
Os ovos, as lagartas, as crisálidas...
Decoramos o interior da capa e da contra-capa com pinturas de flores e borboletas que fizemos com carimbos.
Recortamos e colamos num padrão simples, borboleta, flor... (abab).
Já temos 10 páginas completas!
Vamos legendando e colando os textos, ilustrando...mas ainda há muito para fazer!
O nosso livro terá um capítulo dedicado a histórias com borbletas! Chegaram várias de casa tiradas da internet.
Ontem ouvimos a que trouxe o João, chama-se "A Borboleta Azul", gostamos muito dela!
Temos várias e ainda nem lemos todas! Podem ver aqui a história "A borboleta gigante" e "A borboleta branca"  aqui.
No livro da Tânia ficamos a conhecer "A borboleta de asas de anjo", linda!
No final do dia pomos em comum o que se aprendeu mais sobre as borboletas. Os grupos que estiveram a construir as páginas vão dizendo aos colegas o que fizeram e o que descobriram. Todos participam e todos aprendem!
Na próxima semana contamos terminar, vamos lá ver!!!
Um ENORME OBRIGADA aos pais que tanto têm colaborado e ajudado, estamos muito orgulhosos do nosso trabalho conjunto!