quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hora do conto no Centro Escolar.

Pela primeira vez fomos ao novo Centro Escolar de Vila Nova de Cerveira. Será também a nossa escola já próximo ano lectivo.
Fizemos a visita em conjunto com os colegas do J.I de Lovelhe.
Recebeu-nos a professora bibliotecária, Fernanda Oliveira, que também é coordenadora das bibliotecas do agrupamento. Na biblioteca esperava-nos a D. Emília, para o ano vamos estar com ela muitas vezes. Seguidamente a professora Fernanda contou-nos, com muita expressividade e humor, uma história tradicional,“ A Bela Adormecida, ao mesmo tempo que projectava no quadro interactivo as imagens do livro. Gostamos muito, até parecia que estávamos no cinema!
No fim da história o professor Álvaro, coordenador do Centro Escolar, fez-nos uma visita guiada pelas instalações...
Pelos corredores encontramos a D. Glória (era funcionária na cantina de Reboreda), uma grande e querida amiga.
Vimos ex-colegas e alguns meninos encontraram os irmãos que já estão no 1.º ciclo. Também nos cumprimentou a professora Margarida, que nos últimos anos deu aulas em Reboreda, na escola mesmo ao nosso lado!
Entramos numa sala que será de um grupo do pré-escolar, achamos bonita mas comparada com a nossa parece pequenina!
No salão polivalente estava muita gente, o tempo de chuva não permitiu a saída para o recreio, ficaram todos por ali!
Gostamos das cadeiras coloridas do refeitório  e...
surpresa... vimos a D. Lurdes, que foi por tantos anos cozinheira na nossa cantina, que saudades!
Por último fomos conhecer uma sala do 1.º ano, era a turma da professora Conceição. Ela e os seus alunos receberam-nos com um enorme carinho. Contaram-nos uma história, feita por eles, sobre um menino da turma chamado “Luís” e cantaram-nos duas canções, uma delas foi um fado! Quem bem cantam estes meninos.
No regresso pedimos ao motorista do autocarro para fazer o trajecto de forma a podermos ver as amoreiras de Cerveira, e numa corrida, porque estava a chover, apanhamos algumas folhinhas para os nossos bichinhos da seda.
Chegamos à escola já cheios de fome, ainda bem que a D. Eugénia já tinha o almoço na mesa!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Observar para aprender!

A saquinha das surpresas hoje vinha a abarrotar!
Que grandes surpresas trazia! Ora espreitem...
Verdadeiros ovinhos de borboletas! Ah! tão pequeninos, parecem areia...para ver melhor...
a lupa deu uma ajuda!
Querem ver também?
A Tânia mostra aqui!
Depois de todos observarem bem os ovinhos, voltamos à saquinha das surpresas, tinha mais coisas para se ver!
Outra caixa, esta é maior,  o que tem lá dentro?
Folhas...OVOS E LAGARTINHAS!!!
São tão pequeninas que só mesmo com ajuda da lupa é que se conseguem ver!!!

Quatro ali naquela folha!
Têm uma dieta muito especial, só comem folhas de amoreira...amoreira o que é isso?
Mais uma coisa para descobrir, como amanhã vamos a Cerveira à "hora do conto" do Centro Escolar, pode ser que possamos visitar uma amoreira!
Também observamos um casúlo do bicho da seda, que é como se chamam as nossas lagartinhas...parece feito de teia de aranha, mas não é! É feito com um material especial que os bichos da seda segregam... um fio de seda. Outra coisa para descobrir mais tarde!
Queremos uma casinha bem bonita para os nossos bichos da seda, já começamos a decorar uma caixa. A tampa faz falta porque não podem ficar sózinhos na escola durante o fim de semana, precisam de comida fresca todos os dias!

Projecto Borboletas

Começamos a semana mostrando, todos orgulhosos, os materiais (livros e pesquisas) que trouxemos de casa sobre as borboletas!
Na ponta da lingua, cheias de comichão para sairem, alguns meninos tinham as respostas para as questões que se haviam levantado na semana anterior!
"O ovinho que estava na folha é da borboleta...a borboleta é a mãe da lagartinha!"
Os pesquisadores diziam todos o mesmo!
Será verdade?
Fomos ver os materias recolhidos...
O Fábio pesquisou com os pais na internet, trouxe muita informação!
A Catarina encontrou um livro sobre o tema quando foi com os pais ao Pingo-Doce, na internet recolheram juntos muita informação, imagens e histórias.
A Tânia trouxe um livro com várias histórias de insectos, entre elas a da "Borboleta" e pesquisa da internet que fez com a mãe.
O João arranjou uma história "A Borboleta Azul", foi tirada da internet, junto com belíssimas imagens e informação, foi a mãe que ajudou.
A Danna partilhou uma enciclopédia sobre animais, tem um capítulo destinado aos insectos e lá estão as borboletas!
A Énia trouxe um dosseir organizado com as imagens e informação recolhida na internet com a colaboração dos pais!
O Tiago também arranjou  uma história, imagens e alguma informação com a ajuda da mãe.
Materias para pesquisa e estudo já temos muitos...agora mãos à obra!
Pegamos na pesquisa da Tânia e lemos um pouco, depois começamos a analisar o livro da Catarina, que de forma muito colorida e simples apresenta o ciclo de vida da borboleta, e muito outra informação sobre este insecto.
Todos juntos reflectimos como iriamos organizar os materias, imagens e registar o que fossemos descobrindo e aprendendo. Surgiram três possibilidades, um ficheiro, um livro ou cartazes. Fomos a votos com braço no ar e ganhou o livro! Vamos aprendendo todos os dias conceitos de vida em democracia.

domingo, 18 de abril de 2010

Já conhecemos a Elsa Lé!

A expectativa era grande, mal podiamos esperar!
Passamos a semana toda a perguntar:
- Quandos dias faltam para ir à biblioteca conhecer a Elsa Lé?
 O dia verde demorou a chegar (a cada dia  corresponde uma cor no mapa semanal)!
O encontro com a escritora teve por base três das suas obras e o objectivo de incentivar o gosto pela leitura e pelos livros, porque "ler um livro é crescer em boa companhia".
O grande dia chegou finalmente!
Já na biblioteca tivemos que esperar um bocadinho porque estavam meninos de outras escolas com a autora. Enquanto aguardamos aproveitamos para ver livros na secção de literatura infantil e nem demos pelo o tempo passar!
Feitas as apresetações a Elsa contou-nos três histórias!!!
A primeira foi "Um milhão de beijinhos".
Seguiu-se "Risco, o peixe aranha" e "O coelhinho e a formiga Rabiga mais a cabra e a sua barriga".
Contadas por ela Uau! Foi como se as ouvissemos pela 1.ª vez!
No fim de contar as histórias, desenhou um painel na parede misturando todas as personagens principais num cenário muito giro!
Agora vamos pinta-lo, nós uma parte e os colegas do J.I. de Lovelhe outra...levaram eles primeiro.
Depois sopramos "Um milhão de beijinhos para as nossas caixinhas, vamos oferece-las aos nossos pais, para encher os seus corações de mil cores...as cores do amor.
Tantos até ficamos cansados!
Ainda vimos a exposição com as pinturas originias que ilustram os livros apresentados e outros desta  autora.
 São aguarelas lindíssimas que nos deslubraram e transportaram para o reino das cores, dos sonhos e da fantasia.
Obrigado a todos os que tornaram possível esta actividade, especialmente à D. Teresa, bibliotecária da Biblioteca Municipal.

Preparando o encontro com Elsa Lé.

Esta sexta-feira (16/04/10) tinhamos marcado um encontro na Biblioteca Munícipal com a escritora e ilustradora Elsa Lé.
Durante a semana ficamos a conhecer alguns títulos da sua obra, foram eles...
Maria vive no seu mundo alegre, doce e colorido. Certo dia algo acontece…
É urgente modificar o coração do pai. Então, a menina recorre ao seu fabuloso mundo imaginário, na tentativa de encontrar uma solução. Ela vai conseguir!
João Pedro Mésseder e Elsa Lé recontam uma velha história esta, do coelhinho Branco e da formiga Rabiga. Quem havia de a contar? Juntaram-se amigo e amiga, novas roupas lhe vestiram e eis a história a rabear, p’ra fazer rir e pensar.
E Ainda... "Risco, o peixe-aranha", é a autobiografia de um peixe-aranha na qual, entre momentos divertidos e outros mais sérios, o peixinho nos dá uma dupla visão da sua vida. Deste modo, pretende ensinar a todos, mas principalmente aos mais pequenitos, que devemos compreender os vários pontos de vista e não fazer juízos de valor sem conhecimento de causa. Devemos sempre respeitar as variadíssimas formas de pensar e de reagir de cada ser vivo.
Gostamos imenso de todos eles.
Com base no primeiro livro e  tal como fez a Maria...
enfeitamos umas caixinhas de fósforos com papel da cor da prata e decoramos com  papel esponja (eva) de muitas cores, para soprar lá para dentro "Um milhão de beijinhos".

Demos largas à imagimação...
o resultada foi este...
Estão prontinhas para encontar a Elsa Lé e receber...
um milhão de beijinhos!!!!

Lagartinhas comilonas prontinhas!

Todas iguais...todas diferentes!
Treinamos a motricidade fina ao recortar uma linha curva, trabalhamos com círculos, construimos um padrão (abab ou aabb), utilizamos duas tonalidades de verde diferentes desenvolvendo o sentido cromático, contamos quantos circulos usamos e comparamos com os trabalhos dos colegas e caracterizamos a lagartinha.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma Lagarta muito Comilona!

A hora do livros hoje teve uma surpresa!
Um livro brinquedo!
Este livro que se chama na versão portuguesa "Uma lagarta muito comilona", do autor de Eric Carle, para além de contar uma história também dá para brincar. A acompanha-lo veio a personagem principal, a lagartinha.

Ela sai do ovo e à medida que os dias da semana se vão sucedendo, vai comendo diversas coisas...parece que come de verdade!
Uma maça na Segunda-feira, duas peras na Terça-feira , três ameixas na Quarta-feira...
e não pára de comer...
Sempre mais um fruto que no dia anterior..
No Sábado come de tudo doces e salgados...
No final da história!!!!
Do casúlo sai uma BORBOLETA!!!
Porquê?
Onde está a lagartinha?
Ninguém sabe?!
Que mistério!!!
No reconto...todos ajudam...
E ainda...ordenar as imagens segundo a sequência da história...
o flanelógrafo dá uma mãozinha...
No final conversa vai...conversa vem...
Quem pôs ovo pequenino na folha?
Uma lagarta, uma galinha, uma coruja...um coelho!!!
Coelho?
Os coelhos põem ovos?
(risota geral)
O que aconteceu à lagarta?
Porque saiu a borboleta do casúlo?
Quem é a mãe da lagartinha?
A mãe lagarta!
E da borboleta?
A mãe borboleta!
Concluimos que ninguém sabia ao certo as respostas para estas questões...então...vamos investigar isto!
Registaram-se todas as perguntas para as quais queremos descobrir a resposta, assim não nos esquecemos de nada.
E ainda...
Começamos a fazer umas lagartinhas parecidas com a da história, contornamos fracos de iogurte para obtermos círculos e depois... recortar, colar, caracterizar...veremos como vão ficar!

Prometi  aos meninos que colocava aqui o filme desta história, está em inglês...também vamos aprendendo um pouco.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Às voltas com a estatística!

Estamos de regresso, após esta curta interrupção...curta digo eu porque os meninos estavam já cheios de saudades!
No início de cada mês mudamos o mapa de presenças. O anterior vai então para uma mesa, onde um de cada vez contabiliza o seu número de presenças e faltas no mês anterior. Depois é registado numa tabela. Desta forma fazemos recolha e tratamento de dados, ou seja seguimos os primeiros passos do método estatístico.
Trabalhamos a matemática integrada nas actividades do quotidiano e de forma significativa. Fazêmo-lo com caracter sistematico, neste caso mensalmente mas no mapa de comportamento a contabilização é semanal.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

2 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO LIVRO INFANTIL.

Comemora-se, dia 2 de Abril, o Dia Internacional do Livro Infantil. Este é o cartaz oficial do evento.
Um livro espera-te. Procura-o.
Era uma vez
um barquinho pequenino
que não sabia
não podia
navegar
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas
e aquele barquinho
aquele barquinho
navegou.

Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas..., tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que... não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.

ELIACER CANSINO

Tradução: José António Gomes
Eliacer Cansino Macías (Sevilha, 1954) é professor de Filosofia numa escola de Sevilha, desde 1980, e autor de romances para jovens e adultos. Em 1997, recebeu o Prémio Lazarillo por O Mistério Velázquez, recriação da vida do anão Nicolasillo Pertusato e da sua relação com Velázquez. Em 1992, foi-lhe outorgado o Prémio Internacional Infanta Elena pelo livro Eu, Robinsón Sánchez, tendo naufragado, obra que foi também finalista do Prémio Nacional de Literatura Infantil, de Espanha. Em 2009, recebeu o Prémio Anaya de Literatura Infantil e Juvenil por Um Quarto em Babel. O lápis que encontrou o seu nome (2005). Tem muitos outros títulos editados.

Se eu pudesse ter escolhido um evento para comemorar no dia do meu aniversário teria sido este mesmo!
Fantástica coincidência.